Perguntas-me «Que onda te embala?». E fico eu sem saber se hei-de adentrar a maré e consentir que a corrente enfim me leve. Não sei que queres que te responda, ou se hei-de eu responder-te ainda assim. Seja como for, é possível que te tenha respondido com a verdade, que te tenha dito mais ou menos assim: embala-me um certo abraço. Que há abraços que são como as ondas. Embalam-nos como elas.
quinta-feira
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