sexta-feira

Sobras-me

Têm que ser sós os que têm coisas a fazer. Primeiro porque não se podem distrair, depois porque não se sabem dividir. Não exactamente por esta ordem de razões, embora venha a dar no mesmo. Aquilo que gostei e precisei de ti é a justa medida do que me pesarias hoje. É por isso que, nos tempos que correm, não me resta alternativa se não largar-te no chão onde ficaste e continuar a passar por ti sem te pegar. Nunca saberia tomar-te como um farto.

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